O motor ronca com um som ensurdecedor e faz acelerar a velocidade a que o coração bate contra o cinto de segurança.
As mãos tentam por tudo ficar nos sítios certos e manter os olhos bem abertos…
Olhar à volta, olhar nos olhos do outro condutor.
Sentir que ele está naquele carro com a intenção de nos vencer, de fazer ver como é melhor e o coração continua a acelerar.
O primeiro arranque é o sinal que não existe volta a dar.
Os corpos empurrados contra os acentos reflectem na cara, a paixão de poderem ser livres e fugirem da realidade.
A adrenalina que corre o corpo transforma-se na mais pura forma de energia, que leva os corredores a arriscarem a sua vida neste tipo de corridas.
Uma liberdade perigosa.
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